Geni é uma revista virtual independente sobre gênero, sexualidade e temas afins. Ela é pensada e editada por um coletivo de jornalistas, acadêmicxs, pesquisadorxs, artistas e militantes. Geni nasce do compromisso com valores libertários e com a luta pela igualdade e pela diferença. ISSN 2358-2618

editorial

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De corpo à mostra

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Nesse número, escolhemos falar sobre ele: o corpo. Ou melhor, sobre nós: os corpos.

 

Publicado em 15/07/2015

 

 

Estamos nesse mundo numa presença material, política. Existências rebolantes que vieram para causar. Nesse número, escolhemos falar sobre ele: o corpo. Ou melhor, sobre nós: os corpos. Resolvemos desnudar algumas formas de ter um corpo e de ser um corpo.

 

 

Nossos corpos sentem falta de espaço. E queremos estar vivxs. É na vida que militamos!*

 

Há muitas formas de entender e expressar nossa experiência mundana. Seja construindo-nos ou desconstruindo-nos. Por isso, nesse número, chamamos muita gentes lindxs para colaborar. E a cada uma delas agradecemos, por essa edição que não tem medo, nem vergonha de ser de peso. De ser uma edição gorda, recheada de informação, tesão e crítica.

 

A natureza delxs… é dar beijos no meio da rua, tirar a roupa… É nossa natureza mesmo!*

 

Neste número você terá a oportunidade de entrar em contato com múltiplos olhares e enfoques. Como lidamos com o corpo subjetivamente? E politicamente? O que temos feito e, não menos importante, o que tem sido feito dos nossos corpos? Entre um corpo e outro existe um infinito de possibilidades. Esperamos apresentar algumas delas nos próximos cliques.

 

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Olívia Pavani, Gui Mohallen, Carolina Menegatti e a sempre diva Shanawaara entrevistaram Alexandre Santos, o Xande: homem trans, pai, avô, ex-presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo e um dos pioneiros do movimento de homens trans no Brasil. Em uma entrevista visceral, Xande nos mostra com quantos sonhos, desejos e dores se faz um corpo.

 

Por falar em transmasculinidades, Luciano Palhano do IBRAT dá as caras para debater dos desafios relacionados à visibilidade e ao reconhecimento social dos homens trans. Diante do contínuo “existir não existindo” imposto pela sociedade, nosso convidado faz um apelo aos homens trans que lêem a Geni: venham pra luta!

 

Luta é a palavra que melhor define a trajetória de Desirée Mendes Pinto, nosso perfil deste mês. Ex-usuária de crack, ela foi presa duas vezes por tráfico de drogas, encarou duas gestações sob custódia, a distância dos filhos e a violência do Estado em seus mais variados níveis. Hoje, ela luta para para garantir sua liberdade e ficar perto da família.

 

Maternidade, autonomia e protagonismo das mulheres também perpassa o artigo de Clara Lobo sobre violência obtétrica, que faz um apanhado histórico do parir, do século XVII até os tempos atuais, para questionar a falácia do obstetra como agente principal do parto.

 

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E por falar em mulher e maternidade, a nova coluna da Geni estreia falando de aborto. “Jura? – questões jurídicas de uma forma legal” vai trazer Aline Sodré e Mariana Kinjo destrinchando aqueles conceitos jurídicos que ninguém entende, mas que sempre aparecem pra complicar a nossa vida. Elle Woods vai ficar com inveja.

 

Na coluna Sapapop desse mês, Lígia Xavier discute um tabu da música pop: por que as cantoras não podem ser velhas? Hum, olha lá hein! Cher está vendo!

 

O corpo feminino também é discutido pela linda da Andressa Oliveira, que convidou cinco mulheres lésbicas pra relatar (e ilustrar) suas “vivências fanchas”. O resultado é de lacrar corações.

 

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O confronto com o corpo nu diante do espelho e todas as suas peles, pêlos, dobras e celulites, principalmente as celulites, renderam um relato vigoroso de Thiago Nagafuchi intitulado “Na cadeira com Satã”. Se esse título não foi o suficiente para fazer você desejar o nosso corpo, digo, a nossa nova edição, então cata as outras novidades: Uma entrevista com a nutricionista Ana Carolina Costa que vai desconstruir tudo aquilo que sempre ouvimos falar sobre dietas (e sobre a importânica de comer aquilo que se gosta); outras histórias da negrinha da casa das putas com Alciana Paulino na coluna Esculacho; Marcos Visnadi de volta com Tuttomondo e uma discussão trevosa sobre corpos em tempos de crise assinada por Rodrigo Cruz e Felipe Areda. E muito mais!

 

Como se fosse pouco, nossa ilustradora do mês é a sempre bafônica Laura Teixeira,

 

Sem medo nem vergonha estamos aqui, desnudxs, esperando que gozem dessa edição como da vida! Aproveitem!

 

 

Coletivo Geni, julho de 2015

 

 

 Fotografia: Rubi Torres

 

 

 

EDITORA RESPONSÁVEL
Cecília Rosas

 

ASSISTÊNCIA EDITORIAL
Rodrigo Cruz

 

EDIÇÃO DE TEXTO
Cecília Rosas
Rodrigo Cruz
Aline Sodré
Mariana Kinjo
Olívia Pavani

 

EDIÇÃO GRÁFICA
Aline Sodré
Gui Mohallem
Tiago Kaphan

 

COMUNICAÇÃO E REDES SOCIAIS
Alciana Paulino
Carolina Menegatti
Marcos Visnadi
Mariana Kinjo
Paloma Franca Amorim

 

PROJETO GRÁFICO
Bruno O.
Tiago Kaphan

 

ILUSTRAÇÕES
Agnes Cardoso
Alciana Paulino
Aline Sodré
Amanda Gotsfritz
Bruno Oliveira
Caio Vítor
Emília Santos
Fernanda Ozilak
Fran Junqueira
Gunther Ishiyama
Gustavo Inafuku
Jéssica Marroques
Joyce Serpa
Marcella Briotto
Mariana Caetano
Marina Moreira
Paloma Franco Amorim
Rafaela Cavalcante
Renata Torres
Rodrigo Rosa
Rubi Torres

 

ILUSTRAÇÃO DE CAPA
Laura Teixeira

 

REVISÃO DE TEXTO
Cecília Rosas
Rodrigo Cruz
Bernardo RB
Giovana Izidoro
Lígia Xavier
Mariana Kinjo
Tata Burani

 

PARTICIPAM NESTE NÚMERO
Alexandre Santos
Ana Carolina Pereira Costa
Bruna Coelho
Carol Costa
Clara Lobo
Felipe Areda
Letícia Cardoso Barreto
Giovana Izidoro
Luciano Palhano
Ruy Luduvice
Thiago Nagafuchi
Shanawaara

 

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