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literatura

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35 livros para uma biblioteca erótica

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Um guia de literatura erótica em edições nacionais. Por Eliane Robert Moraes

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História da literatura erótica, Sarane Alexandrian (tradução de Ana Maria Scherer e José Laurênio de Mello). Rio de Janeiro: Rocco, 1994.

“A imaginação pornográfica”, Susan Sontag. Ensaio publicado em A vontade radical. Tradução de João Roberto Martins Filho. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

O ensaio interroga a ‘imaginação pornográfica’
como uma forma particular de consciência que abre ao pensamento
a possibilidade contínua de alargar a escala humana
para além da vida em sociedade.”

*

Eros, tecelão de mitos: a poesia de Safo de Lesbos, Joaquim Brasil Fontes. São Paulo: Iluminuras, 2003.

Escritos na idade de ouro do lirismo grego,
por volta de 600 a.C., os versos de Safo de Lesbos
fundam a poesia amorosa do Ocidente,
fazendo reverberar um Eros meditativo.”

Falo no jardim – priapeia grega, priapeia latina, João Ângelo Oliva Neto (organizador e tradutor). São Paulo: Ateliê/Editora da Unicamp, 2006.

Satíricon, Petrônio (tradução de Cláudio Aquati). São Paulo: CosacNaify, 2008.

Sonetos luxuriosos, Pietro Aretino (tradução, introdução e notas de José Paulo Paes). São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

Entre os humanistas do Renascimento que se lançaram
à ousada tarefa de desvendar os mistérios do mundo,
Aretino ocupou um lugar único. Sua obra licenciosa
tornou-se a principal fonte do moderno erotismo literário.”

 

A invenção da pornografia: a obscenidade e as origens da modernidade (1500-1800), Lynn Hunt (tradução de Carlos Szlak). São Paulo: Hedra, 1999.

 

*

Moqueca de maridos: mitos eróticos, Betty Mindlin e narradores indígenas. Rio de Janeiro: Record/ Rosa dos Tempos, 1997.

Crônica do viver baiano seiscentista, Gregório de Mattos. Rio de Janeiro: Record, 1999.

Poesias eróticas, burlescas e satíricas, Manuel Maria Barbosa Du Bocage. Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 1999.

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A filosofia na alcova, Marquês de Sade (tradução de Contador Borges). São Paulo: Iluminuras, 2000.

Escrito em 1795, o livro associa, desde o título,
a reflexão filosófica às práticas libertinas,
já que não se trata de uma filosofia da alcova, e sim na alcova.
A diferença é sutil, mas essencial: aqui o filósofo desloca-se para o boudoir libertino, o que é bastante distinto da atitude de refletir
sobre a alcova a partir do gabinete,
como fizeram muitos contemporâneos do marquês.
Quando a reflexão e a paixão se fundem,
estabelece-se uma unidade entre pensamento e corpo, à qual o
libertino dá o nome de ‘filosofia lúbrica’”.

Um mais além erótico: Sade, Octavio Paz (tradução de Wladyr Dupont). São Paulo, Mandarim, 1999.

 

Ensaio de 1961 de Octavio Paz, testemunho da inquietação
de uma geração de intelectuais, compelida a repensar
as bases de um humanismo que a Segunda Guerra Mundial
havia colocado em xeque.”

Esses livros que se lêem com uma só mão. Leitura e leitores de livros pornográficos no século XVIII, Jean-Marie Goulemot (tradução de Maria Aparecida Corrêa). São Paulo: Discurso Editorial, 2000.

Fanny Hill ou Memórias de uma mulher de prazer, John Cleland (tradução de Eduardo Francisco Alves). São Paulo: Estação Liberdade, 1997.

Os segredos do Amor e de Vênus de Luisa Sigea, Nicolas Chorier (tradução de J. M. Bertolote). São Paulo: Degustar, 2007.

O livro é apresentado como a tradução latina de obra erótica
criada pela poeta espanhola Luisa Sigea.
Uma fraude como essa, além de preservar a reputação do autor,
também divertia o erudito magistrado, que se deleitava em
compartilhar textos clandestinos com uma reservada
elite intelectual do século XVII.”

A Vênus das Peles, Leopold Sacher-Masoch (tradução de Saulo Krieger). São Paulo: Hedra, 2008.

Três filhas da mãe, Pierre Louys (tradução de Denise Coutinho e Michel Colin). Salvador: Ágalma, 2001.

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Contos eróticos, Dalton Trevisan. Rio de Janeiro: Record, 2002.

O amor natural, Carlos Drummond de Andrade. Rio de Janeiro: Record, 1992.

Poesia digesta (1974-2004), Glauco Mattoso. São Paulo: Landy, 2004.

Tripé do tripúdio e outros contos hediondos, Glauco Mattoso. São Paulo: Tordesilhas, 2011.

Pornopopeia, Reinaldo Moraes. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

O caderno rosa de Lori Lamby, Hilda Hilst. São Paulo: Globo, 2005.

Disfarçado de pornografia, o texto é uma fina reflexão
sobre o ato de escrever como possibilidade de jogar
com os limites da linguagem.
Trata-se, para Lori Lamby, de conhecer o funcionamento da língua,
no seu duplo registro: falar, narrar, fabular – assim como
lamber, chupar e sugar –, exigem um aprendizado sutil e interminável,
pois os prazeres da boca se desdobram em muitas modalidades.
Não por acaso, a autora dedica o livro ‘à memória da língua’”.

Bundo: e outros poemas, Valdo Motta. Campinas: Editora da Unicamp, 1996.

A casa dos budas ditosos, João Ubaldo Ribeiro. Rio de Janeiro, Objetiva, 1999.

*

História do olho, Georges Bataille (tradução de Eliane Robert Moraes). São Paulo: CosacNaify, 2010.

O erotismo. Georges Bataille (tradução de Fernando Scheibe). Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

Poesia erótica em tradução, vários autores (organização e tradução de José Paulo Paes). São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

A antologia traz poemas da antiguidade helênica e latina,
versos satíricos da Idade Média, trovas provençais do século XIII,
exemplares do barroco espanhol, passando pela poesia libertina
setecentista, pelo folclore da Calábria do século XIX,
até a produção dos surrealistas franceses.
As impecáveis traduções de José Paulo Paes
dão a conhecer as formas poéticas da erótica ocidental, revelando
as marcas que a história e a cultura imprimem na experiência carnal.”

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Poesia erótica e satírica, Bernardo Guimarães (prefácio, organização e notas, Duda Machado). Rio de Janeiro: Imago, 1992.

Risos entre pares: poesia e humor românticos, Vagner Camilo. São Paulo: Edusp/Imprensa Oficial/Fapesp, 1997

A carne, a morte e o diabo na literatura romântica, Mario Praz (tradução de Philadelpho Menezes). Campinas: Editora da Unicamp, 1996.

Leituras do desejo: o erotismo no romance naturalista brasileiro, Marcelo Bulhões. São Paulo: Edusp, 2003.

Eros travestido: um estudo do erotismo no realismo burguês brasileiro, Lúcia Castello Branco. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1985.

Páginas de sensação: literatura popular e pornográfica no Rio de Janeiro (1870-1924), Alessandra El Far. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

A linguagem proibida: um estudo sobre a linguagem erótica, baseado no dicionário moderno de Bock de 1903, Dino Preti. São Paulo: T. A Queiroz, 1983.

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Eliane Robert Moraes é professora de literatura brasileira na Universidade de São Paulo. Autora de diversos ensaios sobre o imaginário erótico na literatura, publicou, entre outros: Sade: a felicidade libertina (Imago, 1994), O corpo impossível (Iluminuras/Fapesp, 2002), Lições de Sade: ensaios sobre a imaginação libertina (Iluminuras, 2006) e Perversos, amantes e outros trágicos (Iluminuras, 2013).

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fabio – 18 de março de 2014 - 14:43

olá, estou procurando o livro “contos eróticos de paris na belle époque”, saberia onde encontrar? grato, fábio

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