Geni é uma revista virtual independente sobre gênero, sexualidade e temas afins. Ela é pensada e editada por um coletivo de jornalistas, acadêmicxs, pesquisadorxs, artistas e militantes. Geni nasce do compromisso com valores libertários e com a luta pela igualdade e pela diferença. ISSN 2358-2618

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Colômbia à beira

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Relatos da Colômbia. Por Juliana Bittencourt, da Caravana Climática

 

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Os diálogos de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) se iniciaram em outubro de 2012 na Noruega e foram depois transferidos para Havana (Cuba). Cuba e Noruega são países observadores e Chile e Venezuela acompanham, ao longo destes quase dois anos,  as discussões dos pontos considerados fundamentais para a resolução do conflito armado, que já provocou 600 mil mortes e o deslocamento de milhões de pessoas, além de desaparecidos e mutilados pela ação da guerrilha, do governo e dos paramilitares de direita. Para cada ponto da agenda de negociação a organização lança uma série de propostas mínimas a serem consideradas, como, por exemplo, a participação política da guerrilha, a promoção da participação popular e o acesso à terra, além de outras demandas históricas. Em paralelo, desde 1994 surgem as Zonas de Reservas Campesinas (ZRC), uma forma de ordenamento territorial cujo principal objetivo é garantir o direito ao território para os campesinos, evitar a concentração da terra e garantir a soberania alimentar em meio ao conflito. A guerra tem muitas faces e deixou, durante mais de 50 anos, marcas de violência sistemática e simbólica pelo uso das armas no espaço público. Neste processo de negociação, a voz das vítimas passaram a ser escutadas e surgiram outras propostas de como se deve construir a paz, incluindo, por exemplo, a participação das mulheres e o tema da diversidade sexual. Se as armas e a violência foram a forma de ação política encontrada pela guerrilha surgem novas formas de ação, na cidade e no campo, radicais e antinormativas.

 

 

Dissidências audiovisuais

 

AL BORDE producciones é um projeto de realização, distribuição e artivismo audiovisual com um enfoque de gênero, transgênero e de direitos humanos. Surge em Bogotá, em 2011, com o vídeo O corpo como primeiro território de paz. Está formada por corpos dissidentes com desejos revolucionários que “incendeiam a norma e negam o binarismo fazendo a sua própria proposta de paz”. Elas se negam a fazer parte das lógicas que perpetuam a luta pelo poder e que “transforma os corpos na Colômbia em pilhagens de guerra”. Para isto, criaram um site com muita informação sobre o seu próprio processo, que também funciona como uma plataforma para difusão dos trabalhos realizados: a companhia Queer Teatro Las Aficionadas, uma escola de artivismo, jornalismo alternativo e artivismo para promover a liberdade, o prazer e a diversidade dos corpos.

 

Aritza Ríos Álvarez explica como, a partir da produção de documentários, elas fundaram a escola de artivismo: “No princípio entrávamos em contato com as pessoas e fazíamos toda a produção dos documentários, mas depois pensamos que também é importante dar as ferramentas para que outras pessoas façam audiovisual. Para a escola de artivismo é importante que xs alunxs dediquem um mês completo a estar nas aulas e aprender a fazer produção de campo. É uma experiência muito bonita e exitosa, porque sempre fomos excluídxs do acesso à tecnologia e dos meios massivos de comunicação. Desta forma, conseguimos sair da heterossexualidade obrigatória e do sistema sexo-gênero. No ano passado, fizemos algumas produções ecofeministas como uma afirmação ao canto e à vida. O documentário Mulheres de terra semeando resistência foi realizado com mulheres de Antioquia vítimas do conflito armado que decidiram ficar nos seus territórios. Estivemos com elas durante o seu processo de formação e depois as contatamos para contar a história de uma das regiões mais conflitivas e pobres — ainda que, contraditoriamente, seja muito rica — porque de lá se extraem minerais. De forma solidária, elas nos ajudaram com a produção, com o seu tempo, nos convidaram a conhecer as suas casas e falaram ainda que tinham muito medo,  já que convivem com paramilitares e com a guerrilha”.

Mujeres de tierra sembrando resistencia é uma história construída a partir dos relatos de muitas mulheres que permanecem no seus territórios como uma forma de resistência e apostaram na agroecologia para defendê-lo: elas têm orgulho de ser campesinas e afirmam o seu modo de vida. No documentário, relembram o que aconteceu nos últimos anos enquanto reconstroem com algumas cenas a violência, em uma delas aparecem botas marchando em ritmo militar e em outra passos em fuga. No documentário, também exploram a performance: uma das imagens mais fortes é a do corpo de uma mulher no chão, de costas para a câmera, que pouco a pouco vai sendo marcado com terra na forma de mãos e manchas: o sangue nesta região tem cor terra. Este trabalho é importante principalmente por atravessar as histórias não oficiais colocadas à margem pelos grandes meios de comunicação e ser feito em conjunto com mulheres que se unem para entender o conflito a partir de suas corpografias.

 

 

Nosso desejo é a nossa revolução

 

Elas não acreditam na democracia que continua privando dissidentes de sexo e gênero dos seus direitos, mas sim em uma paz antipatriarcal que não reproduz a lógica do binarismo e da heteronorma, “uma paz com memória que recusa o esquecimento e cria outras possibilidades para que a guerra não seja uma opção”. A partir do entendimento de que a paz também é o corpo e o desejo, e de que a guerra nega as diferenças, acreditam na resolução do conflito sem determinismos biológicos ou imposições de gênero. Seus corpos e desejo são a sua proposta de paz, uma paz construída com rebeldia como pode ser lido no Manifesto AL BORDE – Nossos corpos e desejos territórios de PAZ.

 

De acordo com Aritza, “Este manifesto é a nossa voz pública diante de um assunto tão crucial: há uma interseccionalidade em todos os processos de paz. Para nós, LGBT não se reduz a esta sigla, mas diz respeito à dissidência sexual como um todo. Durante muito tempo os campesinos lutaram por um lado, os ambientalistas por outro, e parece que cada um quer transformar um pedacinho, mas não entendem as coisas de uma forma global. As pessoas trans ou bissexuais sequer são reconhecidas, não existe um registro e, quando uma mulher é deslocada, não se sabe se ela é ou não lésbica, são todas colocadas na categoria geral de “mulher”. A guerra se encarregou de transformar nossos corpos em pilhagens de guerra. O que mais se documentou até agora foi o caso das mulheres trans deslocadas, porque, para eles, elas são as indesejáveis. A nossa proposta de paz é uma forma de dizer aos que estão negociando em Havana que, se não reconhecerem nossos corpos dissidentes, não será possível construir a paz, vamos seguir sendo as indesejáveis. A paz não se esgota na resolução do conflito armado, a paz é uma pergunta diante do machismo que impera, a guerra nos bairros, com os vizinhos… quem está construindo a paz? Quantas pessoas sexualmente dissidentes estão construindo as propostas de paz em Havana? Saímos à rua nuas e isso causa muito furor; como o corpo assusta! O corpo livre nos assusta! Uma pergunta frequente na Colômbia é como o patriarcado e o machismo tornam o corpo esta pilhagem de guerra: fomos violadas, meninas pequenas foram engravidadas por paramilitares…. o corpo é esse lugar no qual machucam e torturam. Nossa proposta de paz é o corpo livre, alegre, é o prazer.”

 

Pensando em como dinamitar o sexismo do imaginário, das vidas cotidianas, dos corpos, elas realizaram uma oficina e construíram coletivamente uma série de passos:

 

PASSO 1. Falar, falar, falar do que nos acontece todos os dias, do que nos deixa triste em cada palavra, cantada, estereótipo, medida, canção, publicidade, papel, função, binarismo, ideia, ato, opressão, que nos afoga e nos faz sentir indignadxs. Assim, desde cada experiência de vida, as pessoas que compartilharam com a gente falaram a partir de sua pele, a partir das suas idéias, do que cada  um faz e e quer liberar.

PASSO 2. Pensar em estratégias inovadoras, que vinculem nossos desejos e as revoluções próprias e coletivas. Assim, nos damos a tarefa de manifestar nosso descontentamento através das imagens, da contrapublicidade, do humor e, é claro, de toda ideia louca que vem à mente. Papéis, revistas, recortes, mãos inquietas, sorrisos grandes e maravilhosos collages libertários saíram do nosso forno antissexista, contrasexual e transfeminista.

PASSO 3. Dar doces de cianureto aos SEXISMOS e nos alimentar de força, rebeldia e muito doce da vida… romper os 90-60-90 com idéias de milhões de medidas, idéias gordas e saborosas, suculentas, coloridas, idéias amorfas, risonhas… no final das contas, NOSSAS IDÉIAS.

PASSO 4. Nos abraçar, relaxar, rir e planejar nosso próximo encontro, ainda há muito por fazer, as vontades nos habitam, os desejos nos unem, e nos voltaremos a ver para fazer do NOSSO DESEJO NOSSA REVOLUÇÃO!

 

 

Souvenirs amazônicos

 

Na Amazônia colombiana, a presença e intervenção dos Estados Unidos aumentou com o Plano Colômbia, um plano militar que moveu bilhões de dólares com o objetivo de realizar uma guerra contra o narcotráfico e o “terrorismo”, e representou uma nova etapa na história do colonialismo na América Latina, já que por trás desta guerra estão os interesses corporativos no uso de recursos naturais e na biodiversidade da região. As principais beneficiadas economicamente das ações de fumigação das plantações de coca são as empresas estadunidenses Monsanto (fabricante de Roundup Ultra, herbicida conhecido como glifosato) e Dyncorp (responsável pela coordenação de satélites, transporte de produtos químicos e treinamento de pilotos de avião). O  herbicida é utilizado em maior concentração com aditivos para permanecer mais tempo nas plantas, destrói também a agricultura de subsistência, os chamados cultivos de pancoger, e os bosques biodiversos  localizados perto dos cultivos. A fumigação também é uma forma de obrigar os campesinos a saírem das suas terras e, assim, concentrar a sua posse e dedicá-la à pecuária. A guerra é por recursos naturais, e isso fica claro com o dinheiro destinado pelo governo dos Estados Unidos à criação de forças especiais do exército colombiano para proteger os oleodutos que transportam o petróleo cru por milhares de quilômetros, ainda que existam continuamente acidentes e derramamentos de petróleo no meio da floresta. Occidental dos Estados Unidos, British Petroleum do Reino Unido, Repson da Espanha são as empresas que, juntamente com a canadense Encana, formam o consórcio Oleodutos de Crudos Pesados (OCP) que constroem os oleodutos na Amazônia equatoriana e colombiana.

 

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A Colômbia se divide político-administrativamente em 32 departamentos. Putumayo é um deles e está localizado na fronteira com o Equador, na Amazônia. O conflito é ainda maior nesta região pelo interesse de empresas transnacionais na extração de recursos naturais como o petróleo. Atualmente existem 39 poços, e recentemente foram emitidas novas licenças ambientais pela Autoridade Nacional de Licenças Ambientais (ANLA), que permitem a ampliação da exploração do petróleo a 12.000 hectares na região localizada entre as comunidades de Puerto Vega e Teteye, que pertencem ao município de Puerto Asís. Para garantir o funcionamento da empresa Vetra, que opera a extração de petróleo, e proteger a infraestrutura petrolífera, o governo aumentou a presença da força pública (exército e polícia) incluindo o ESMAD (Esquadrão Móvil Antidistúrbios). A guerrilha responde derramando o petróleo transportado na beira da estrada e explodindo pontes para impedir a passagem dos caminhões-tanque que transportam petróleo.

 

No começo de julho, as comunidades da região, compostas por campesinos, afrodescendentes e povos originários, organizaram uma greve como forma de protesto contra as ações da guerrilha, dos paramilitares e do governo que concedeu licenças ambientais para a ampliação das atividades de prospecção e exploração petrolífera pelo consórcio Colombia Energy e pela empresa Vetra. Com o objetivo único de garantir as atividades da empresa, o governo aumentou o número de efetivos militares. Segundo Yuri Quintero, integrante da Mesa Departamental de Organizações Sociais de Putumayo, os protestos começaram em 2000 quando as empresas petrolíferas aumentaram a sua presença na região. Existem muitas irregularidades na concessão das licenças, nos estudos de impacto ambiental e o governo desconsidera os povos originários e campesinos da região.

 

Os moradores das comunidades decidiram bloquear as estradas para impedir a saída dos caminhões que transportam petróleo cru, talvez a única ação efetiva que podem tomar em meio ao descaso e esquecimento. Pedem a erradicação manual e voluntária dos cultivos de coca com apoio para a comercialização e distribuição de outros cultivos, além do cumprimento de 29 atas de acordos assinados e não cumpridos pelo governo nacional desde 1996, quando se organizaram uma série de marchas campesinas. A polícia e o ESMAD respondem violentamente aos campesinos durante o bloqueio, direcionando latas de gás lacrimogênio diretamente contra os manifestantes, atirando pedras e usando granadas reformadas com pregos, vidros e grampos.  Os campesinos se defendem com pedras, molotovs e escudos de plástico feitos com as portas dos banheiros químicos colocados pela empresa para os seus funcionários. No dia 16 de setembro estivemos no confronto e Arnoldo Muñoz foi gravemente ferido; ele morreu dias depois em uma clínica no Equador. As comunidades retiram os feridos por rotas alternativas no meio da floresta, caminhando mais de cinco horas para não serem detidos pela polícia.

 

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Tecendo a vida em meio à morte

 

A Alianza de Mujeres del Putumayo Tejedoras de Vida reúne uma série de organizações com o propósito de transformar esta realidade e promover a paz em Putumayo. Acreditam que é possível realizar ações conjuntas entre as mulheres, já que o conflito armado produz uma violência contra as mulheres profunda e quase invisível, agravada pela violência doméstica e pela pobreza.

 

O surgimento da Alianza foi motivado pela identificação, por parte de uma organização suíça, de propostas de paz lideradas por mulheres, “estas organizações foram criadas espontaneamente, produto da luta pela sobrevivência, organizadas em pequenas microempresas produtivas, artesanais, de demanda de direitos, de vendas ambulantes, etc. lideradas ou compostas majoritariamente por mulheres”.

 

A Alianza atua em três eixos de trabalho: o diagnóstico da situação da mulher em Putumayo, programas de formação e manifestações públicas. Durante um ano, realizaram entrevistas, cartografias sociais e coletaram testemunhos de mulheres do campo vítimas da violência, uma outra história da guerra vivida, invisibilizada, de mulheres vítimas de desaparições forçadas e violência sexual. Apostaram pela recuperação da palavra e da autoestima como um primeiro passo no empoderamento para a participação das mulheres na vida pública. Em 2011, em conjunto com a Fundação Nydia Erika Bautista, iniciam um processo de documentação, apoio e visibilização destas mulheres, e publicaram em fevereiro de 2012 o informe “Desaparições Forçadas sem verdade nem justiça no Baixo e Médio Putumayo”, o qual compila o testemunho de diversas mulheres para visibilizar a gravidade dos crimes cometidos em Putumayo.

 

As manifestações começaram depois do assassinato de Martha Jamioy, governadora indígena do Resguardo Alpamanga do município de Puerto Guzmán, no dia 23 de novembro de 2004, pelas FARC. A Grande Mobilização de Mulheres do Sul-Ocidente pelas Mulheres Vítimas de Putumayo reuniu mais de 2000 mulheres que percorreram em caravana os municípios mais afetados pela violência, além de realizar atos simbólicos em homenagem às mulheres desaparecidas, torturadas, violadas e assassinadas. Utilizaram como estratégia o trabalho de recuperação e visibilização do nome de mulheres vítimas da violência em “muros da verdade”. A Alianza também ajudou a conseguir os recursos para a reconstrução maxilo facial de Embera Gloria Ines, vítima de um tiro feito por agentes armados.  A cirurgia reconstruiu o seu rosto e permitiu que Gloria voltasse a falar.

 

 

Marcha de mulheres

 

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Nos dias 16 e 17 de setembro cerca de 300 mulheres realizaram uma marcha pacífica entre Puerto Vega y Teteye em direção ao município de Puerto Asís em solidariedade aos feridos durante os confrontos com o ESMAD, contra a fumigação indiscriminada das suas plantações, a extração do petróleo e a violação de direitos humanos. Participaram mulheres das comunidades indígenas, campesinas e afros e de algumas organizações como a Tejedoras de Vida. Apesar do medo de serem estigmatizadas ou processadas, elas se juntaram em uma caravana que passou pelas estradas nas quais o petróleo é transportado, por estacionamentos de caminhões-tanque, bases do exército e áreas contaminadas por petróleo. Caminhavam com cartazes que diziam “Fora ESMAD”, “ Chega de fumigações” e “Não à exploração petrolífera” nos trechos que haviam mais concentração de casas e se subiam a uma chiva, um ônibus adaptado, para facilitar o largo trajeto que também implica cruzar o Rio Putumayo em uma balsa para chegar até o município de Puerto Asís. Apesar de todas as dificuldades, elas se levantam e caminham contra a apatia em meio à hostilidade e à violência.

 

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Violeta é uma mulher encantadora que participa ativamente do bloqueio na estrada que liga Puerto Vega a Teteye para impedir a passagens dos caminhões que transportam petróleo. Enfrenta o ESMAD com o seu corpo e sua voz. Atira pedras e ajuda os outros manifestantes a fugirem dos ataques de granadas e gás lacrimogênio. Busca a paz, a liberdade, o meio ambiente livre de contaminações e reivindica o direito ao território. Acredita que só conseguirá isso com o enfrentamento direto à autoridade, aos políticos e às empresa petrolífera. Sobe na chiva e participa, no dia seguinte, de uma marcha pacífica de mulheres em solidariedade aos feridos durante o combate no qual ela participou. Violeta também acredita que, através das marchas pacíficas, as mulheres podem chamar a atenção da opinião pública para os problemas que a região enfrenta. Violeta exige que o ESMAD seja retirado da região e reivindica os direitos e a participação das mulheres. Ela toma a frente da marcha para impedir a passagem dos carros e motos que tentam atravessar a multidão e colocar as participantes em risco. Violeta é principalmente esta força que grita a plenos pulmões, na cara da polícia, do ESMAD, dos funcionários da empresa petrolífera e dos funcionários públicos que trabalham no edificio da adminstração pública de Puerto Asís. Violeta me inspirou a gritar sempre que for necessário, na cara de quem seja…

 

 

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Agradeço a Ana Maria Gonzalez, da coletiva La Tule (Costa Rica) que me apresentou o trabalho das Mulheres AL BORDE. A todxs do AL BORDE producciones e especialmente a Ana Lucia e Aritza Ríos Álvarez. A Maura Leonor Lara Bambague da Alianza de Mujeres del Putumayo Tejedoras de Vida e a todas as mulheres que participaram da marcha pacífica de mulheres nos dias 16 e 17 de setembro de 2014, em Putumayo. A todxs do resguardo NASA KIWNAS CHAB que enfrentam o Esmad com pedras, escudos improvisados de plástico, leite e água para amenizar o efeito do gás lacrimogênio. A Flor, com carinho. A Soneli que nos presenteou com um abacaxi da sua horta, o mais doce que provei até agora. A Aldo Santiago por algumas das fotografias de Putumayo e ao Beehive Collective que, através das suas campanhas gráficas, torna mais compreensível o Plano Colômbia.

 

Juliana Bittencourt é integrante da Caravana Climática.

Fotografias: Aldo Santiago López e Juliana Bittencourt

 Ilustração: Gunther Ishiyama

 

 

A Caravana Climática é uma gira de ação pela América Latina. O objetivo é chegar a Lima, no Peru, para a COP20 – Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. No caminho, realizaremos algumas visitas a comunidades em luta por justiça climática e um projeto de documentação audiovisual que será publicado na nossa página. Para a Geni, escreveremos uma série de textos a partir do encontro com associações de mulheres, coletivos e individualidades feministas e outros temas afins que compartilharemos durante o trajeto.

 

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