Geni é uma revista virtual independente sobre gênero, sexualidade e temas afins. Ela é pensada e editada por um coletivo de jornalistas, acadêmicxs, pesquisadorxs, artistas e militantes. Geni nasce do compromisso com valores libertários e com a luta pela igualdade e pela diferença. ISSN 2358-2618

ensaio

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Por Mayara Mascarenhas

 

 

Publicado em 08/12/2015

 

 

 

 

Ter que elaborar esse texto me colocou em conflito comigo, com o espelho das palavras que escolho e dizem de minha luta (íntima e coletiva).  

O que se entende como luta?

 

Os vídeos não se utilizam da palavra: é por aí que eu me expresso

A palavra diz muito, ela é definidora e dificulta a alegoria

As vezes palavra sabe demais pra se deixar encontrar a magia

Luto com olho e ouvido, me exponho e convido: cada um devolver a si (si mesmo)

 

A poesia no material

Ganhamos consciência. Inventamos explicação

A máquina de imaginar exposta, hardware livre

 

Faço filmes porque acho maravilhoso como a imaginação pode sair da pessoa e chegar em outra

Cores, linhas, tempo, sons, gestos são milimetricamente organizados pela percepção

em missão de contágio

 

Quero dizer que:  

Falar de mim:  idade, sonho, cor de pele, orientação sexual, escolaridade etc

do que faço: curtas independentes com amigos, vídeos da gente dançando em casa, planos a mil

ou de como se faz : colaborativo, no ímpeto, segundo os ventos da estação

dá igual.

 

A coisa contém a coisa mesma: a charada.

 

Me assumo em auto-análise, assim como faço nos filmes, expulsando de mim pra poder ver.

O encontro que acontece na pele da imagem:

entre quem faz e oferece uma imaginação –  quem vê, testemunha e se deixa

nos expomos todos

 

Tão rico é parir junto. O encaixe das pessoas no quebra-cabeças.

O propósito são os exercícios > os exercícios são o filme > a condição é a troca e a inter-suficiência > em ritual de improviso

Nasce uma orquestra de símbolos do trabalhar em coletivo

um sentimento filme – em imersão.

 

 

Preciso dizer também, o ponto alto dessa receita é que meus companheiros de imaginação são maravilhosos

e isso me ultrapassa de tanta beleza ou de tanta verdade

 

 

***

 

 

a Gueisha do Lugar de poder ser

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a Albina de Órgãos Internos

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e a performance que se chama Rastro

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Mayara Mascarenhas é aquariana ascendente em Virgem, não gosta de se expor e gosta de se expor. Tem 28 anos, cresceu em Itaquera, ganhou no bingo aos 18 e viajou pra Espanha, voltou pra São Paulo há 3 anos, é casada, faz direção de arte, sabonete, faxina. Não fez faculdade de cinema, gosta de fazer filme. Pesquisa a performance e o teatro-ritual nos olhos do vídeo.

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Guilherme Funari – 22 de dezembro de 2015 - 12:34

Sobre os traços dos encontros, só tenho a agradecer e parabenizar cada um desse amigos lindos e generosos que a vida colocou no meu destino, obrigado.
E como essa vida não dá o tal ponto sem nó, ter esses encontros nos faz acima de tudo, mais amigos e depois esse amor, essas amizades se conectam e por fim, se clarificam em obra.
A imagem tem voz e toda cabeça tem seu entendimento das coisas, e esse entendimento é livre, tem que ser livre.
É ai que a gente quer chegar.

Mayara, sigamos!
Juntos e felizes.

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